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O "multi-CVC" da MSW já retornou o primeiro fundo e agora quer mais R$ 100 milhões Adicionado em 02/06/2022
 
Quando o Nubank acertou a aquisição da Olivia , uma fintech que usa inteligência artificial para ajudar os consumidores a gastarem melhor, os gestores brasileiros Moises Swirsk e Richard Zeiger comemoraram não apenas porque faziam mais um desinvestimento de uma das companhias do portfólio da MSW Capital. No M&A de US$ 47 milhões, a firma também provava sua tese.

Naquele que talvez tenha sido o primeiro veículo de corporate venture capital dedicado a múltiplas companhias no Brasil, a MSW levantou R$ 35 milhões em 2015 para um multi-coporate venture capital com cotistas do porte de Microsoft, Qualcomm, BB Seguridade, Bayer e Algar.

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Sete anos depois, a MSW Capital acredita que o modelo mostrou seus diferenciais. De um portfólio de 15 investidas, o primeiro fundo multi-CVC da casa já fez dois desinvestimentos — além da Olivia, a Car10, um marketplace de oficinas e serviços automotivos, foi vendida à Webmotors (Santander). Com isso, já recuperou praticamente todo o capital investido e ainda tem portfólio suficiente para entregar um bom retorno financeiro ao final do fundo.

O sucesso da empreitada animou a MSW abrir um segundo fundo. A ideia é levantar R$ 100 milhões com grandes empresas até o fim do ano, contou Swirsk ao Pipeline . BB Seguridade e AgeRio (a agência de fomento do Rio de Janeiro), que já eram cotistas do primeiro fundo da gestora, já se comprometeram com o segundo fundo. A gestora também atraiu uma cotista nova, a Baterias Moura.

1 de 1 No multi-corporate venture capital da MSW, M&A com os cotistas não é prioridade — Foto: Freepix

No multi-corporate venture capital da MSW, M&A com os cotistas não é prioridade — Foto: Freepix

"Nosso primeiro fundo foi quase um MVP. Era novo para todo mundo, um modelo que reunia corporações em um único veículo para investir em teses diferentes.. Agora, o mercado amadureceu e as corporações reconhecem que precisam do corporate venture capital como pilar central para a estratégia de inovação aberta", disse Zeiger, que também é sócio da MSW Capital.

Desde que começou a explorar o modelo de multi-corporate venture capital, a gestora notou que as grandes empresas também começaram a mudar sua percepção sobre o investimento. Se no início muitos ainda vinham os investimentos em startups como um caminho para um M&A, agora todos já entendem que um bom empreendedor não quer estar amarrado logo no início.

"No Brasil, a situação era confusa. O CVC nasceu num ambiente de M&A, mas os bons empreendedores não querem se associar assim. Isso gerava uma seleção adversa, mas o ecossistema madureceu", argumenta Zeiger. Não é que um cotista ou o patrocinador de um CVC solo não possa comprar uma investida, mas não é o centro da estratégia. "Em mercados maduros, em torno de 10% a 15% das companhias portfólio dos CVCs acabam adquiridas", prossegue.

No segundo fundo da MSW, as primeiras investidas devem ficar nas áreas de energia e seguros, explorando a expertise das cotistas que já colocaram dinheiro no veículo (Baterias Moura e BB Seguridade). "Vamos buscar startups que tenham soluções para geração distribuída, mobilidade urbana, residências inteligentes e energytechs. Também estamos de olho em startups de seguros paramétricos, seguros para o agro e regulação de sinistros", contou Swirsk.

Com as tradicionais firmas de venture capital mais comedidas diante do estrago provocado pela alta dos juros no mundo, a gestor da MSW acha que as corporações poucas vezes estiveram em momento tão favorável para fazer bons investimentos nessa classe de ativos.

Fonte: PIPELINE


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