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[InoVc] Conheça o StartOut Brasil, novo programa de internacionalização de startups Adicionado em 24/11/2017
 
O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Sebrae e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) lançaram hoje o novo programa de internacionalização de startups, o StartOut Brasil.

O Startupi participou da cerimônia de lançamento realizada no CO.W., em São Paulo e Geraldo Santos, Diretor Geral do portal, moderou um painel com José Alberto Sampaio Aranha, Vice-presidente da Anprotec; Ministro Manuel Adalberto Carlos Montenegro Lopes da Cruz, subchefe do Gabinete do Ministro de Estado das Relações Exteriores – MRE; Heloisa Menezes, Diretora Técnica do SEBRAE; Marcos Vinicius de Souza – Secretário de Inovação e Novos Negócios do MDIC e o Embaixador Roberto Jaguaribe, Presidente da Apex-Brasil que apresentaram as diretrizes do projeto.

Com sua experiência no apoio à internacionalização de empresas, Roberto Jaguaribe explicou a diferença da internacionalização de uma empresa tradicional para uma startup. “A internacionalização de uma empresa tradicional geralmente é uma consequência da consolidação da exportação da empresa que passa a atuar diretamente no exterior a fim de aumentar sua competitividade, seja pela consolidação da marca ou na oferta de serviços atrelados ao seu produto, como serviços de assistência técnica e pós venda. Já no caso das startups, são empresas com perfil de internacionalização acelerada, que internacionalizam de maneira mais enxuta e mais rápida do que uma empresa tradicional. São modelos de negócios altamente escaláveis e atrelados a tecnologias que permitem uma movimentação e um crescimento mais rápido que empresas tradicionais”.

Marcos Vinicius de Souza, Secretário de Inovação e Novos Negócios do MDIC, contou que o InovAtiva, programa de aceleração de startups do Ministério, que completa cinco anos agora em dezembro, já trabalhou com centenas de startups e eles perceberam que muitos negócios tinham potencial global, mas o foco das startups era apenas o mercado brasileiro. Com isso, a ideia central do StartOut é criar uma metodologia de internacionalização específica para startups para que elas pensem global desde o começo.

Segundo Heloisa Menezes (Sebrae), o StartOut Brasil promoverá o amadurecimento do empreendedorismo no Brasil através de capacitações, vivência internacional e troca de experiências. “Precisamos ampliar a visão dos empreendedores brasileiros para que eles enxerguem que existem outros mercados e percebam que a necessidade de nascer global faz parte do plano de escala da startup”.

Sobre o programa

O StartOut vai proporcionar aos empreendedores capacitação e mentoria personalizada de acordo com a oportunidade e interesse da empresa com o mercado alvo; participação em missão com agenda voltada à prospecção de clientes e investidores e ainda um apoio pós-missão para definição de estratégia de internacionalização e/ou softlanding no mercado-alvo.

José Alberto Sampaio Aranha, Vice-presidente da Anprotec, que representa os ambientes de inovação no Brasil, afirma que a receita básica para o fortalecimento do nosso ecossistema é que as startups já nasçam globais, mas para isso elas precisam de apoio formal, o que fará o StartOut, e esse é o momento estratégico para o Brasil dar esse salto e passar a competir globalmente.

“Durante a missão o empreendedor participará de seminários sobre como fazer negócios, encontros com empreendedores e corporações locais, relacionamento com investidores e terá a chance de apresentar o seu negócio durante um Demo Day. O empreendedor também fará visitas técnicas a parques tecnológicos, incubadoras de empresas e aceleradoras, e participará encontros com prestadores de serviços: advogados, contadores, empresas de RH, consultorias, agências de comunicação e marketing”, destaca Roberto Jaguaribe.

Quem pode participar?

O programa é destinado a startups brasileiras já estabelecidas, que estejam faturando e que tenham uma equipe 100% dedicada ao negócio, fluência em inglês (a fluência no idioma do país de destino é desejável, mas não essencial) e que demonstrem capacidade de se expandir internacionalmente sem comprometer suas operações no país.

Para participar, os empreendedores deverão preencher um formulário com informações gerais sobre o modelo de negócio, a qualificação da equipe e sobre os objetivos que pretendem alcançar com a expansão internacional.

Segundo Marcos Vinicius, as startups serão avaliadas levando em consideração o grau de inovação, mapeamento preciso do ecossistema que ela está interessada; maturidade da empresa e equipe. Agora em dezembro, a primeira turma, já selecionada, embarca para Paris e em 2018, os destinos são: Berlim, Miami e Lisboa.

A startup Portal Telemedicina, que une tecnologia e medicina para fornecer laudos à distância por uma rede de especialistas, foi uma das startups selecionadas para a imersão em Paris. Rafael Figueroa, CEO da startup, fala abaixo sobre sua expectativa.

O Ministro Manuel Carlos Montenegro (MRE), destacou algumas iniciativas que outros países têm feito para apoiar os empreendedores a acessar mercados globais como o Startup Chile, que é um exemplo de grande sucesso que abriga startups de mais de 30 países, incluindo o Brasil. “Com o StartOut estamos tentando estruturar o que já vinha acontecendo no nosso ecossistema para que tudo aconteça de forma mais enxuta e com grandes resultados”.

Geraldo Santos encerra o painel parabenizando a todos pela iniciativa e dizendo que o programa fará com que os talentos que já estão se destacando no mercado brasileiro consigam mostrar o potencial do país para o mundo. “Essa iniciativa começa a colocar o Brasil em outro patamar, isso é muito importante para o empreendedor brasileiro e tenho certeza que os resultados virão a curto prazo”, encerra.

Fonte: Satartupi


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