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Notícias do Setor

Com startups mais 'baratas', grandes empresas buscam aquisições Adicionado em 03/06/2022
 
Os grandes fundos de investimento pagaram caro para investir em startups em estágio avançado, agora grandes empresas miram adquiri-las com desconto. Entenda.

Por Victor Marques, da CapTable Brasil.

A sopa de letrinhas CVC e M&A devem fazer a festa nos próximos meses. O CVC, Corporate Venture Capital, são as iniciativas, geralmente constituídas na forma de um fundo, que grandes empresas tomam para se aproximar – e investir – em startups. Além de investir, o processo algumas vezes caminha para uma aquisição ou fusão, conhecido como M&A, com uma startup.

Não é novidade para quase ninguém que a realidade bateu à porta de startups do mundo todo, aqui também não foi diferente. Acostumadas à facilidade para levantar investimentos vultosos, as startups estão enfrentando um tempo em que o capital está saindo caro. Tudo isso, é claro, especialmente para aquelas em estágios mais avançados.

Enquanto as gigantes demitem funcionários para cortar custos – a 2TM, do Mercado Bitcoin, foi a última a anunciar cortes – as em estágio inicial devem aproveitar o momento para adequar as operações para a nova realidade.

Os movimentos do mercado geram impactos em cadeia, um exemplo: com tantos profissionais agora desligados dos unicórnios, fica mais fácil para quem busca esses profissionais no mercado – maior disponibilidade significa não ter que competir com o salário que os unicórnios pagavam para os profissionais.

Esse é só um efeito – o primeiro gerado pela ação mais imediata que as grandes startups tomaram. Na corrida pelos cortes de custos e desespero por rodadas que provavelmente obrigarão a vender percentual maior da empresa por menor valor, algumas startups também devem começar a receber o assédio de empresas que desejam adquiri-las.

TÁ BARATO PARA QUEM QUER COMPRAR

Enquanto os unicórnios que receberam investimentos nos últimos 6 a 12 meses correm para aumentar o horizonte de capital disponível reduzindo custos, muitas startups gigantes que captaram recursos há mais tempo – ou gastaram mais rapidamente – se verão em uma situação difícil.

Em tempos de oportunidade para quem quer investir – com valuations mais adequados –, outra porta da esperança se abre para startups que precisam de capital: ao invés de vender participação, que tal vender a startup toda? Para seguir crescendo o negócio, uma alternativa que ficará mais atrativa será o M&A de uma grande empresa.

Os fundos de Corporate Venture e empresas que buscam adquirir startups estão capitalizados e cada vez mais frequentes: Renner, Bradesco, Americanas, Magalu, Locaweb… a lista é grande. Agora, esses players poderão fazer mais com menos – e eles estão de olho nos descontos.

DO ANÚNCIO PARA A AÇÃO

Os fundos de CVC se tornaram frequentes, com anúncios quase semanais de que uma empresa criou uma iniciativa do tipo, separando dezenas de milhões de reais para investir em inovação. Antes em um cenário em que investir em startups provavelmente garantiria uma participação pequena, custando milhões, agora esses fundos devem correr para aproveitar o momento: ter maior participação, pagando menos.

Aquelas empresas que já anunciavam em seu IPO o desejo por adquirir outras startups, como a Locaweb, que anunciou – e comprou – mais de 15 desde 2018, estavam tirando o pé do acelerador nos últimos meses – agora, começam a enxergar um cenário mais promissor para voltar às compras. Outras, grandes empresas, como o Magalu, que fez um número de aquisições recorde em 2021 – foram 11 somente no ano passado –, enfrentam dificuldades econômicas próprias, as ações da varejista perderam 80% do valor nos últimos 12 meses. Ainda assim, a empresa diz estar de olho em boas oportunidades.

POR QUE IMPORTA?

Todo esse cenário indica que o movimento de aquisições de startups deve aquecer no segundo semestre de 2022 – reforçando a posição de fundos de Corporate Venture de grandes empresas em startups. O crescimento desse tipo de fundo já surpreende: em 2015 eram nove, em 2021 já eram 73 e o número deve ultrapassar a marca de 100 ainda em 2022.

Um dos impulsos para esse crescimento é justamente a situação econômica. Outro fator é o espaço para crescimento: enquanto nos EUA os investimentos de grandes companhias através de CVCs representam 0,45% do PIB, no Brasil os investimentos do tipo somam somente 0,14%. Ou seja, o volume de investimento de CVCs americanos em comparação ao PIB do país é mais de três vezes maior que a relação brasileira.

Ou seja, para as empresas que possuem dinheiro em caixa, as startups com desconto em seu valor de mercado são oportunidades! É por isso que ferramentas como os CVCs devem ficar cada vez mais comuns. Para resolver os gargalos e implementar um programa de Corporate Venture de sucesso – rapidamente e de forma eficiente – contate o setor de Corporate Venture da CapTable.

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Fonte: StartSe


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